Publicado em 27 Dezembro 2021

A Importância do MVP para as Startups de IoT.

Startup
Escrito por Jerônimo do Valle
A maioria das Startups de IoT falha porque esforça-se demais em lançar uma “solução perfeita” e, ao envolver-se em problemas de desenvolvimento que consomem tempo e recursos, acaba por negligenciar o principal; a necessidade de validar, primeiro, se o produto/serviço é algo que as pessoas estejam realmente dispostas a “usar”.
Em termos simples, os projetos de IoT duplicam/representam objetos reais no mundo digital, otimizando a performance desses dispositivos (“coisas”) no universo físico. Seja para rastreamento, controle remoto, manutenção ou auxilio na tomada de decisões, tais estruturas implicam em dificuldades de lançamento, por demandarem toda uma concatenação de elementos como hardware, software, segurança e condições de rede para o correto funcionamento.

Surge, então, o maior problema; uma solução IoT, criada do zero, incluindo hardware e software personalizados, pode custar mais de USD 100.000 e levar, pelo menos, meio ano para ser implementada. Portanto, a conclusão logica é que seria sábio abandonar, inicialmente, o conceito de um sistema perfeito, em favor de um MVP ( Minimum Viable Product ) que seja mais econômico e viável.

Para começar, nesse MVP, o HARDWARE é importantíssimo, pois constitui a primeira camada das soluções de IoT. Estamos a falar de sensores e mecanismos conectados às "coisas" a serem rastreadas, controladas, etc.

Neste estágio, não convém investir em equipamento feito sob medida. É mais inteligente escolher entre opções disponíveis online, mesmo que não sejam 100% perfeitas. Este hardware, em questão, pode não ser visualmente agradável, nem perfeitamente adaptado às necessidades da Startup, mas deve ser suficiente para "testar a ideia".

Em relação a CONECTIVIDADE, a melhor atitude para interligar o hardware à plataforma IoT ( que é o middleware entre os dispositivos e o aplicativo do usuário ) é não comprar roteadores ou gateways, sem antes, testar as alternativas já disponíveis. Dependendo do caso, pode-se funcionar bem com rede WiFi ou alguma outra infraestrutura existente no local.

O SOFTWARE é a última camada de uma solução IoT, a camada do utilizador final. Por incrível que pareça, nesta fase, ainda não cabe direcionar recursos para o desenvolvimento de um aplicativo personalizado. A escolha de uma plataforma IoT de código aberto e a construção de algo com o auxilio de modelos prontos preenche este espaço. É fato que o design não será dos melhores, entretanto, servirá ao seu propósito; colocar a solução IoT da Startup no mercado para ser apreciada.

Tendo sido cumpridos estes passos, depois que o MVP provar ser bem-sucedido, chega o momento de envolver investidores para o lançamento de uma próxima versão com melhorias. Em seguida, faz-se mister a consulta de especialistas e/ou fornecedores confiáveis de IoT com relativa experiência para a confecção de hardware personalizado, melhoria da conectividade e implementação de um software mais adequado.

Fonte : TNW