Publicado em 7 Dezembro 2021

"Design Thinking" aplicado à Estratégia de Mercado.

Inovação
Escrito por Jerônimo do Valle
Nos últimos anos, o "Design Thinking" - conceito muito utilizado em startups e outras empresas de inovação -, tornou-se uma prática fundamental para grandes companhias, sobretudo, quando o assunto é estratégia de mercado ou, mesmo, a proposição de novas soluções para os clientes.
É comum pensar que o conjunto de atividades e ferramentas que compõem um workshop de Design Thinking seja fixo e tenha como único objetivo a criação de produtos, porém - com alguns ajustes -, tendo em conta o mindset ágil e o ambiente de colaboração, os artefactos podem ser adaptados, a fim de obter-se qualquer tipo de resultado.

O fato é que, normalmente, quando ouvimos sobre estratégia de mercado, entendemos que as decisões girem em torno de uma única pessoa ou grupo restrito de executivos, baseando-se no entendimento que validam, em relação ao futuro da empresa e das tendências. Entretanto é importante considerar que isto possa ser feito com base no conhecimento de todos aqueles que estarão realmente envolvidos no processo.

É aí que o Design Thinking pode ajudar e fazer com que um contingente considerável de pessoas pense numa mesma direção, de maneira centrada nos usuários ou clientes, e desenvolva ideias e planos estratégicos mais coesos e precisos. Para resultados a curto prazo, pode-se usar o modelo de MVP (Minimum Viable Product), testar-se rapidamente o plano concebido e ajustá-lo, à medida que os feedbacks forem coletados. Isso não só ajuda a integrar o comitê executivo, como também colabora para uma transformação mais veloz e adaptativa, num mercado de constantes mudanças.

O condutor do workshop (facilitador) deve ter total liberdade para conceber as atividades que irão, posteriormente, levar ao resultado desejado e, não obstante, é mandatório o conhecimento prévio e profundo dos problemas em questão, pois isto servirá de base para a elaboração da agenda.