Publicado em 3 Janeiro 2022

“Low-code” & “no-code”; O Futuro do Desenvolvimento?

Transformação Digital
Escrito por Jerônimo do Valle
Com o objetivo de assistir às organizações na construção de aplicativos sem a dependência de uma equipe de desenvolvimento ou engenharia, as plataformas “low-code” e “no-code” foram lançadas! Entretanto, embora os termos sejam empregados frequentemente ​​de forma intercambiável, não significam o mesmo;
- Plataformas “no-code” são ambientes que não exigem qualquer codificação para a criação de um aplicativo. Isso significa que não é necessário saber absolutamente nada sobre linguagens de programação para, efetivamente, implantar algo.

- Plataformas “low-code” requerem alguma codificação, mas não tanto quanto as tradicionais. É preciso estar, pelo menos, um pouco familiarizado com linguagens de programação e, também, com o funcionamento do próprio ambiente.

Historicamente, ambas são derivadas de Ferramentas de Desenvolvimento Rápido de Aplicativos (RAD) como Excel, Lotus Notes e Microsoft Access. Quando lançadas, as RAD já colocavam alguns recursos nas mãos dos usuários sem que exigissem um conhecimento profundo de programação, embora houvesse, ainda, uma curva de aprendizado a ser percorrida, em relação aos aplicativos e seus ambientes. Em contrapartida, através dos recursos de “arrastar e soltar” das versões “evoluídas”, os usuários passam apenas a precisar do mínimo ou de nenhum conhecimento de linguagens de programação.

É importante, também, ressaltar que o desenvolvimento com ferramentas RAD normalmente produzia rotinas utilizadas exclusivamente ​​pelo indivíduo que as criou (ou por um número limitado de usuários associados a ele), enquanto os aplicativos low-code/no-code são funcionais o suficiente para serem usados ​​em departamentos por toda a empresa e, até mesmo, por utilizadores externos como clientes e parceiros de negócios.

Do outro lado da moeda, contrapondo-se à facilidade e à agilidade, tais ferramentas tendem a ser demasiadamente simples de usar, abrindo a porta para a perda do controle, por parte dos líderes organizacionais, daquilo que os funcionários estejam a construir. Isto pode vir a problematizar a supervisão dos dados gerados, utilizados ou expostos de forma inadequada nas aplicações. Outra questão essencial é como gerenciar, manter e dimensionar todo o sistema, em função dos custos de infraestrutura e armazenamento potencialmente escalados.

Não obstante, os especialistas do setor prevêem que, embora o low/no-code não venha a substituir inteiramente o desenvolvimento “tradicional”, o futuro verá a adoção contínua deste método pelas companhias, especialmente em situações aonde houver a necessidade de velocidade na implementação. Analistas estimam que o referido mercado cresceu 23% em 2020 para chegar a US $ 11,3 bilhões, alcançará US $ 13,8 bilhões em 2021 e quase US $ 30 bilhões em 2025. É dito, ainda, que este tipo de plataforma será responsável por 65% de todas as atividades de desenvolvimento de aplicativos até 2024, principalmente para projetos de pequeno e médio porte e projeta-se que cerca de metade das empresas, hoje, lançam mão de uma plataforma de baixo código, embora este número possa vir a aumentar para 75% até o final de 2021.